Outro factor a ter em conta é a idade da criança: até um bebé é afectado por uma briga. Se tem uma criança de três anos ou menos, cuidado com as palavras: "levam tudo à letra e não percebem que, no calor da batalha, às vezes se dizem coisas sem pensar. Se disser: ‘odeio-te!’, ela vai mesmo pensar que isso é verdade", dizem aqueles especialistas americanos. Quanto aos adolescentes, vão achar que uma briga é uma forma aceitável de resolver problemas numa relação. Isto numa altura em que eles próprios se estão a aventurar por esse caminho, não é o melhor exemplo.
Dito isto, a verdade é que pode ser pior discutir longe das crianças do que à frente delas. "As crianças são muito boas a captar as ondas de mal-estar, e podem imaginar pior do que de facto está a acontecer." Conselho aos pais: discutam, se têm de discutir, mas é importante que as crianças os vejam a fazer as pazes. Enfim, mais fácil de dizer do que de cumprir, mas talvez seja uma boa forma de realizar aquele outro conselho dos nossos avós, que, esse sim, tantas vezes esquecemos: "Nunca vão para a cama zangados."

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